O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, o Decreto nº 48.599, que estabelece estado de emergência ambiental de abril a dezembro deste ano. A medida, assinada pela governadora Celina Leão e divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), visa fortalecer as ações de prevenção e combate a incêndios florestais em toda a capital federal.
Segundo Rafael Santana, secretário de Meio Ambiente, a iniciativa é crucial para aprimorar a capacidade de resposta do GDF durante o período de seca. “A medida permite mais agilidade na contratação de brigadistas, aquisição de equipamentos e execução das ações preventivas e de combate aos incêndios florestais, garantindo maior proteção às unidades de conservação e ao bioma Cerrado”, explicou o secretário.
A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente, envolve diversos órgãos que fazem parte do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do DF (Ppcif). Esses órgãos deverão adotar, dentro de suas respectivas competências, as providências necessárias para minimizar os impactos das queimadas e prevenir novas ocorrências.
Carol Schubart, coordenadora do Ppcif, destacou que a medida reforça a integração entre os órgãos que compõem o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. “Nossa expectativa é ampliar as ações de monitoramento, vigilância e prevenção nas áreas mais sensíveis, além de intensificar iniciativas como abertura de aceiros, educação ambiental e combate aos focos de incêndio durante todo o período de emergência ambiental”, afirmou.
Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental, ressaltou que a medida intensifica as ações já em andamento desde o início de maio para proteger o Cerrado e as unidades de conservação. Ele enfatizou que o trabalho contínuo de prevenção e combate contribuiu para uma redução de quase 40% na área queimada em unidades de conservação no último ano. “Nosso objetivo é reduzir os impactos ambientais, proteger a biodiversidade, preservar os recursos hídricos e minimizar os danos causados pela fumaça e pelas queimadas à saúde da população”, pontuou Gomes.
A força-tarefa conta com a participação de diversas entidades, incluindo o Instituto Brasília Ambiental, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a Secretaria de Saúde, o Jardim Botânico de Brasília, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, a Marinha, a Aeronáutica, o Instituto Nacional de Meteorologia, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Novacap, o SLU, a Defesa Civil, a Secretaria de Agricultura, a Emater-DF, o DER-DF, a Universidade de Brasília, o Instituto Brasília de Gestão, a Caesb, além das administrações regionais e da sociedade civil organizada.


