Flávio Bolsonaro critica uso de verba pública para propaganda política

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, criticou veementemente nesta sexta-feira (15/05/2026) o uso de dinheiro público para “propaganda política”. A declaração foi dada durante um evento em São Paulo, que marcou o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

Bolsonaro defendeu o investimento privado feito por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, na produção do filme “Dark Horse”, que abordará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele traçou um paralelo com produções financiadas por recursos públicos, afirmando que “tem filme que é com dinheiro privado, tem filme que é com dinheiro público”.

Ele enfatizou que verbas provenientes dos impostos do trabalhador, que poderiam ser destinadas a áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública, estão sendo desviadas para peças de propaganda do atual presidente. “Dinheiro que o Tarcísio [de Freitas], aqui em São Paulo, está colocando nos hospitais, nas escolas, na segurança pública. Esse dinheiro público é usado para fazer peça de propaganda política para o atual presidente da República”, salientou o senador.

Como exemplo, Flávio Bolsonaro mencionou o samba-enredo da agremiação Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele questionou a possibilidade de solicitar recursos públicos para financiar um desfile de escola de samba que, em sua visão, funciona como “propaganda política antecipada” e “zomba das famílias brasileiras, das lideranças religiosas, dos evangélicos, dos católicos”.

O pré-candidato à presidência também expressou confiança em vencer o atual presidente no primeiro turno da disputa eleitoral.

O senador ainda direcionou críticas ao Intercept Brasil. A agência de notícias havia revelado as negociações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para o financiamento do filme. Ele descreveu o veículo como sendo “feito de pessoas muito suspeitas” e que estaria “tentando interceptar o futuro do país”.