Eduardo Bolsonaro nega controlar recursos de filme “Dark Horse”

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro negou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, ter controle sobre os recursos financeiros do filme “Dark Horse”, que abordará a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que não há “nada de ilegal ou irregular” no projeto cinematográfico, posicionando-se após ser apontado como produtor-executivo responsável pela gestão financeira da produção.

A agência de notícias Intercept Brasil divulgou que Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo da cinebiografia, citando um contrato de novembro de 2023 entre a produtora GoUp, o ex-parlamentar e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Em resposta, Eduardo explicou que realizou o investimento inicial no projeto, o que o levou a ser listado como produtor-executivo.

Contudo, ele esclareceu que, após a estruturação da produção nos Estados Unidos, se desligou do cargo e firmou um novo contrato para ceder seus direitos de imagem. Eduardo Bolsonaro informou ter recebido cerca de US$ 50 mil da produtora como retorno do aporte inicial, e que esse valor não transitou pelo fundo de gestão da cinebiografia. O ex-deputado também refutou ter recebido recursos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, classificando as reportagens do Intercept Brasil como uma tentativa de “assassinar” sua reputação e a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro tiveram conversas divulgadas que indicavam cobranças de R$ 134 milhões do banqueiro para a produção de “Dark Horse”. O senador confirmou o recebimento de valores de Vorcaro, afirmando que eram recursos privados para uma produção privada, sem uso de verbas públicas.

Em resposta à repercussão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a abertura de um novo processo para investigar possível uso de verba pública na produção do filme. Anteriormente, em março, Dino havia solicitado explicações da Câmara sobre o envio de emendas para organizações ligadas a Karina Ferreira Gama, produtora do filme.

O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) protocolou um ofício ao ministro do STF, André Mendonça, solicitando a investigação da origem do vazamento das mensagens e áudios sigilosos. Flávio Bolsonaro tem se manifestado buscando esclarecer os fatos em meio às especulações para as eleições presidenciais de 2026. Pesquisa eleitoral do instituto Gerp, divulgada antes dos vazamentos, mostrava Flávio com 50% das intenções de voto e Lula (PT) com 43%.