GDF investe R$ 6 milhões em máquinas agrícolas para produtores do DF

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), investiu mais de R$ 6 milhões na aquisição de novas máquinas e implementos agrícolas. Os equipamentos foram cedidos a associações e cooperativas de produtores rurais do DF, visando fortalecer a produção e facilitar o escoamento, além de auxiliar na manutenção de estradas vicinais. Desde 2019, mais de 40 contratos de cessão já foram firmados.

A iniciativa permite que pequenos produtores tenham acesso a equipamentos de alto custo, como tratores que podem chegar a R$ 200 mil, inviáveis para aquisição individual. A cessão, que pode durar até cinco anos, ocorre via chamamento público na plataforma Parcerias DF. As entidades selecionadas recebem os bens para uso coletivo, responsabilizando-se pela manutenção e prestação de contas, enquanto a propriedade permanece pública.

Rafael Bueno, secretário da Seagri-DF, ressalta a importância da medida para impulsionar a agropecuária local. “A política oferece acesso a máquinas que pequenos produtores não teriam como comprar individualmente”, afirma o secretário. Ele destaca que o investimento abrange todo o ciclo produtivo, do plantio à logística, reduzindo custos e fixando o homem no campo.

Além dos tratores, a cessão inclui implementos como grades, arados, plantadeiras, pulverizadores e máquinas para forragem, formando kits adaptados às necessidades de cada comunidade. Caminhões também são disponibilizados para o escoamento da produção, diminuindo significativamente os gastos com frete para as cooperativas e facilitando a chegada dos produtos aos mercados consumidores e programas de compra pública.

A melhoria das estradas rurais é outro benefício crucial da implementação, conforme relatos de moradores e líderes comunitários. Em Brazlândia, no Núcleo Rural Betinho, a atuação das máquinas da Seagri-DF recuperou trechos essenciais para o transporte da produção. Helena Alves Pereira, de 78 anos, moradora da região há quase cinco décadas, lembrou as dificuldades de deslocamento no passado e comemorou a melhoria das condições. Gislengelo Teles Ferreira, líder comunitário, conhecido como Ângelo, também enfatizou o impacto positivo na rotina dos produtores, salientando a redução na manutenção de veículos e nos gastos com combustível.