A Secretaria de Saúde do Distrito Federal realizou, nesta semana, uma ação de distribuição de absorventes para adolescentes do Centro de Ensino Médio (CEM) 404, em Santa Maria. A iniciativa busca garantir dignidade menstrual e reduzir a vulnerabilidade enfrentada por meninas e mulheres que não têm acesso regular a itens de higiene íntima.
Durante a atividade, profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa Maria foram até a escola para fazer a entrega dos kits. As estudantes recebiam dois pacotes de absorventes noturnos após se identificarem com a equipe de saúde, tudo de forma organizada e integrada à rotina escolar.
O programa prevê a distribuição mensal de absorventes para meninas e mulheres entre 10 e 49 anos que recebem benefícios assistenciais do governo e estão cadastradas nas UBSs da região. A proposta é combater a chamada pobreza menstrual, que pode afetar a saúde, o bem-estar e até a permanência das alunas na escola.
Segundo a gerência da UBS 1 de Santa Maria, levar a ação até as unidades de ensino facilita o acesso das adolescentes aos produtos e evita que elas precisem sair das aulas ou depender do tempo dos responsáveis para buscar os itens nas unidades de saúde.
No CEM 404, cerca de 900 alunas estão dentro da faixa etária atendida pelo programa. Nesta primeira etapa, mais de 240 estudantes foram beneficiadas. A previsão é de que a ação continue ao longo do próximo ano, incluindo também alunas dos turnos da tarde e da noite.
Para as estudantes, a iniciativa representa praticidade e acolhimento. Muitas relatam que a distribuição na escola evita constrangimentos e ajuda famílias que enfrentam dificuldades financeiras para comprar absorventes regularmente.
Saúde e educação juntas
A escola faz parte do Programa Saúde nas Escolas (PSE), que promove ações de prevenção, educação em saúde e orientação para crianças e adolescentes da rede pública. O programa é desenvolvido em parceria entre as escolas e as UBSs responsáveis pelo território.
Além da distribuição de absorventes, o CEM 404 já recebeu atividades educativas sobre temas relevantes para os jovens, como prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, sexualidade e os riscos do uso de cigarros eletrônicos.
A integração entre saúde e educação fortalece o acesso à informação, incentiva o autocuidado e aproxima os estudantes dos serviços públicos disponíveis na região.

