A coleta seletiva de lixo no Distrito Federal expandiu-se em 70% entre 2021 e 2025, saltando de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis, e agora alcança mais de 90% da população, conforme dados divulgados em 31 de maio de 2026. Este avanço impulsionou a geração de renda por meio da comercialização de materiais recicláveis.
Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) direcionou R$ 94 milhões para cooperativas e associações de catadores, resultando em uma receita de R$ 180 milhões com a venda de recicláveis. Luiz Felipe Carvalho, presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), destacou o empenho do GDF na melhoria da limpeza pública e gestão de resíduos, mencionando a instalação de equipamentos como 28 papa-entulhos e mais de 20 mil lixeiras e papeleiras em todo o DF.
A ampliação dos contratos de coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis pelo GDF visa fortalecer o trabalho das cooperativas, promover a inclusão social e contribuir para a preservação ambiental. Além dos serviços rotineiros, o SLU investe continuamente em ações de educação ambiental e mobilização social.
Coleta seletiva em crescimento
O volume de resíduos coletados seletivamente tem crescido anualmente no DF. Em 2021, foram 36,3 mil toneladas; em 2022, 42,5 mil; em 2023, 53,2 mil; e em 2024, 58,8 mil toneladas. Em 2025, o Distrito Federal registrou o maior volume da série histórica, com 61,3 mil toneladas coletadas. Desse total, 35,3 mil toneladas, ou 57,6%, foram comercializadas.
Para avaliar a gestão de resíduos sólidos, são considerados indicadores como a cobertura da coleta, o volume de recicláveis, a destinação adequada dos rejeitos e a redução do descarte irregular. A infraestrutura, que inclui 15 instalações de recuperação de resíduos (IRRs) e pontos de encontro voluntário (PEVs), e a participação da população e das cooperativas de catadores são igualmente relevantes.
Desafios e participação popular
Atualmente, o DF possui 15 IRRs, onde cooperativas e associações de catadores, contratadas pelo SLU através de 53 contratos (31 para triagem e 22 para coleta), realizam a triagem. O principal desafio, segundo o SLU, ainda é a separação correta dos resíduos na origem. Luiz Felipe Carvalho ressalta a importância da colaboração da população para o êxito da gestão de resíduos, incentivando a separação adequada em casa e o uso de papa-entulhos para descartes específicos. Informações sobre os locais dos papa-entulhos e horários de coleta estão disponíveis no site do SLU e no aplicativo SLU Coleta DF.


