Justiça do DF Autoriza Bloqueio de R$ 5 Milhões em Bens de Pedro Turra

Em uma decisão significativa, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 5,1 milhões pertencentes ao piloto Pedro Arthur Turra Basso. A medida, divulgada nesta quinta-feira (28/5), atende a um pedido da família de Rodrigo Castanheira, jovem que faleceu após ser agredido por Turra no mês de fevereiro deste ano. O caso tem gerado grande repercussão e mobilização no Distrito Federal.

O bloqueio abrange diversos ativos de Turra, incluindo bens financeiros, imóveis e direitos hereditários. Uma particularidade da decisão é que o inventário do pai de Turra, já falecido, foi impedido de prosseguir. Essa iniciativa busca garantir que a determinação judicial seja cumprida, caso o piloto não possua bens suficientes para cobrir o valor de R$ 5,1 milhões estipulado na causa.

Movimentação Patrimonial Antes do Bloqueio

A família de Rodrigo Castanheira salientou que, no início do processo criminal contra Turra, o Ministério Público do DF (MPDFT) havia solicitado uma indenização de R$ 400 mil para os responsáveis do jovem agredido, mas não havia pleiteado o bloqueio de bens. Essa lacuna, segundo o advogado Albert Halex, que representa a família, foi aproveitada para uma suposta movimentação patrimonial.

Conforme Halex, “Pedro Turra aproveitou essa oportunidade para realizar a venda de dois carros dele que, somados, ultrapassam R$ 1 milhão. Por conta disso, nós pedimos esse bloqueio”. A juíza de direito substituta Camille Ferreira, da Vara Cível do Núcleo Bandeirante, ao proferir sua decisão, destacou a existência de “indícios concretos de movimentação patrimonial” por parte do piloto, incluindo a transferência de bens de alto valor após os fatos que levaram à morte de Rodrigo.

Situação dos Imóveis e Prisão de Turra

O advogado Albert Halex também informou que Turra teria transferido a propriedade de dois apartamentos para terceiros. No entanto, ele ainda manteria uma ligação com esses imóveis por meio de procurações. A situação patrimonial do piloto está sob análise rigorosa para assegurar que a decisão de bloqueio seja efetivada.

Desde 30 de janeiro de 2026, Pedro Arthur Turra está detido preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda. Recentemente, na última segunda-feira (25/5), ele participou de uma audiência de instrução sobre o falecimento de Rodrigo. No decorrer do processo, pelo menos sete pedidos de habeas corpus feitos pela defesa de Turra foram negados tanto pelo TJDFT quanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mantendo sua prisão preventiva.