Programa Viver 60+ expande e chega ao Lago Sul em 25 de maio

O programa Viver 60+, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus), expande suas atividades para o Lago Sul com a inauguração de um novo núcleo de atendimento. A partir da tarde de 25 de maio de 2026, os idosos da região terão acesso a uma série de atividades na administração local, situada na QI 11.

Esta ampliação visa reforçar o compromisso do programa em combater o isolamento social e promover a saúde física e mental da população idosa em todas as regiões do Distrito Federal. Atualmente, o Viver 60+ já beneficia mais de 11 mil idosos, consolidando-se como uma política pública permanente com 47 polos distribuídos em 20 regiões administrativas.

Dolores Moreira da Costa Ferreira, subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus, destaca que a chegada ao Lago Sul demonstra que o cuidado com o idoso transcende condições sociais e socioeconômicas. “É sobre enxergar a pessoa que está isolada em casa, em depressão, sentindo-se sozinha e vazia, algo comum à medida que os idosos enfrentam perdas”, observa. O programa busca fortalecer a política pública para idosos e estreitar os laços familiares.

As unidades do Viver 60+ oferecem cerca de 56 turmas com diversas modalidades. Dentre as atividades mais procuradas estão fisioterapia, pilates e musculação, além de aulas de artesanato, crochê, customização de roupas, inclusão digital e fotografia. Do total de polos, 41 são operados diretamente pela Sejus em espaços cedidos pelas comunidades.

Além dos polos fixos, seis núcleos atuam de forma itinerante, fruto de um termo de fomento de R$ 4 milhões com organizações da sociedade civil (OSCs). Esses núcleos atendem até 9 mil idosos anualmente, permanecendo por dois meses em cada cidade. O polo mais recente foi inaugurado na Quadra 102 do Recanto das Emas, registrando 160 inscritos em menos de uma semana, segundo a coordenadora Marli Andrade.

Marli explica que o cronograma atrativo gera entre 1 mil e 1,2 mil atendimentos, uma vez que muitos idosos participam de mais de uma atividade. As opções incluem ginástica, fisioterapia, pilates, dança, inclusão digital, informática, fotografia, artesanato, crochê, musculação, customização de roupas e psicologia. Até o final do ano, o núcleo itinerante passará por São Sebastião, Itapoã e Plano Piloto.

Os resultados do programa são evidentes na vida dos participantes. Regina Luzia Pereira, de 63 anos, moradora do Sol Nascente, que já acompanhou o projeto em diversas cidades, mudou sua rotina de sedentarismo para aulas diárias de crochê e musculação, destacando o impacto positivo do Viver 60+ em sua vida. “Levanto cedo, pego ônibus e estou aqui”, relata.

Francisca Moreira de Araújo, 69 anos, ressalta a recuperação da mobilidade por meio das aulas de informática e musculação. “Houve um tempo em que mal conseguia me mexer. Hoje consigo”, comemora. O programa vai além do fortalecimento físico, oferecendo suporte psicológico e combatendo a solidão.

O casal Sinesio Gomes Mendes, 65, e Maria de Fátima Antunes, 62, exemplifica a importância da interação social. Eles encontraram no programa um novo círculo de amizades, superando o silêncio do lar. “É maravilhoso porque, além da interação, os filhos crescem e seguem a vida deles. Aqui, cultivamos grandes amizades”, afirma Maria de Fátima, que pratica musculação com o marido. “O acolhimento é o que mais nos agrada”, completa Sinesio.