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Do Lago Paranoá para a Polinésia: O Sucesso da Canoa Havaiana de Brasília no Pan-Americano 2025

A força do remo brasiliense atravessou o continente e garantiu resultados históricos para o Brasil no Campeonato Pan-Americano de Va’a (Canoa Havaiana) 2025, realizado em novembro, na Ilha de Páscoa (Rapa Nui). Representando a capital federal, um grupo de atletas ajudou a delegação brasileira a conquistar um total de 39 medalhas, garantindo o vice-campeonato geral, ficando atrás apenas dos anfitriões polonésios.

Destaques no Pódio

Os remadores de Brasília marcaram presença em diferentes categorias, demonstrando a versatilidade do esporte praticado no Distrito Federal:

  • Categoria Mista: Felipe Terrana, Matheus Vieira e Thiago Vieira conquistaram a medalha de prata.
  • Master 40: Rafael Maia também garantiu o segundo lugar no pódio.
  • Desafio de Longa Distância: Na exaustiva prova “Teka Varua Rapa Nui” — uma volta de 60 km ao redor da Ilha de Páscoa — a equipe formada por Rafael Maia, João Alberto Lopes, Caio Uchôa, Felipe Terrana, Matheus Vieira, Thiago Vieira e Rudah Bosi sagrou-se vice-campeã.

A Trajetória da Va’a Brasília

O sucesso internacional tem raízes no Lago Paranoá. O grupo Va’a Brasília, fundado em 2018, surgiu da união de praticantes de canoagem e stand up paddle. Conhecidos como “Monkeys Rasta”, os atletas transformaram o hobby em uma rotina de alta performance que já rendeu títulos brasileiros e participações em mundiais no Taiti e no Havaí.

Rafael Maia, um dos pioneiros do grupo e fundador do clube Kaluanã, destaca que a transição do stand up paddle para a canoa havaiana foi motivada pela busca por competições de maior expressão. Hoje, ele celebra a consolidação de Brasília como um polo da modalidade.

Preparação e Crescimento no DF

Apesar de treinarem em águas calmas (lago), os atletas destacam que o diferencial da equipe é a mentalidade e a adaptação. Segundo o remador Caio Uchôa, o grupo costuma chegar aos locais de prova com antecedência para se adaptar ao balanço do mar e às correntes marítimas.

O crescimento da canoa havaiana em Brasília foi impulsionado, em parte, pela busca por atividades ao ar livre após o período de isolamento da pandemia. Atualmente, a capital conta com 14 bases de remo, o que fomenta a renovação do esporte e o surgimento de novas equipes, como a Capiva’a, liderada por Felipe Terrana.