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Monitoramento eletrônico já resultou na prisão de 12 agressores no DF em 2026

O uso de tecnologia no combate à violência doméstica tem apresentado resultados importantes no Distrito Federal. Somente em 2026, 12 agressores foram presos após descumprirem medidas protetivas enquanto estavam sob monitoramento eletrônico.

Atualmente, 183 pessoas são acompanhadas pelo sistema — sendo 81 agressores e 102 vítimas. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e utiliza o Dispositivo Móvel de Pessoas Protegidas (DMPP), que permite o rastreamento em tempo real.

A ferramenta tem papel essencial na prevenção de novos casos de violência, já que possibilita respostas rápidas das forças de segurança. Quando o agressor invade a área de restrição determinada pela Justiça e não se afasta, a Polícia Militar do Distrito Federal é acionada imediatamente, com tempo médio de atendimento entre 8 e 12 minutos.

Desde a criação do programa, em 2021, cerca de 4 mil pessoas já foram beneficiadas com o monitoramento no DF. O sistema acompanha simultaneamente vítima e agressor: o autor da violência utiliza tornozeleira eletrônica, enquanto a vítima recebe um dispositivo semelhante a um celular.

Além do acompanhamento tecnológico, as vítimas contam com suporte psicológico e jurídico oferecido pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal, fortalecendo a rede de proteção.

O monitoramento funciona de forma contínua no Centro Integrado de Operações de Brasília, que opera 24 horas por dia. O programa também integra ações como o Viva Flor, desenvolvido em parceria com órgãos de segurança e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

O período de monitoramento costuma durar inicialmente 90 dias, podendo ser estendido conforme decisão judicial. Durante esse tempo, são definidos limites de aproximação. Caso o agressor ultrapasse essas áreas, alertas são enviados e a polícia é mobilizada rapidamente, podendo resultar em prisão em flagrante, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

A orientação das autoridades é que mulheres em situação de violência procurem ajuda o quanto antes, registrem ocorrência e solicitem medidas protetivas. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 ou pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento.