Novo IML-DF: tecnologia e humanização para atender a 3 milhões de pessoas

O Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal (IML-DF) inaugurou em dezembro de 2024 sua nova sede, considerada referência em tecnologia e atendimento humanizado na América Latina. Com um investimento de R$ 47,8 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a estrutura, localizada no complexo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), triplicou de tamanho, atingindo 12 mil metros quadrados.

A modernização possibilita fluxos de atendimento separados para vítimas e agressores, além de empregar inteligência artificial para otimizar as respostas à Justiça, conforme explicou Rony Augusto Silva Faria, diretor adjunto do IML-DF.

**Estrutura e Inovação**

O novo prédio de quatro pavimentos abriga laboratórios de histopatologia, toxicologia e radiologia de última geração. Conta ainda com setores especializados como antropologia forense, ambulatórios de perícias em vivos, psiquiatria e sexologia forense, salas de necropsia e exames de corpo de delito. A capacidade de processamento de amostras dobrou, e a inteligência artificial agora permite detectar espermatozoides em 20 minutos com alta precisão, agilizando as investigações.

**Atendimento Humanizado**

Um dos principais focos da nova sede é a humanização do atendimento. Anteriormente, vítimas, familiares e detidos compartilhavam o mesmo espaço. Agora, há entradas e recepções independentes para cada grupo, garantindo privacidade e segurança. Em casos de violência sexual, as vítimas são direcionadas a um andar exclusivo, com consultórios ginecológicos modernos, apoio psicológico e brinquedoteca para crianças, visando minimizar o trauma.

**Preparado para o Futuro**

Projetado para atender a população por pelo menos 50 anos, o IML-DF resolve um antigo gargalo da capital. “Na década de 1960, tínhamos 140 mil habitantes em Brasília. Hoje, são 3 milhões. Aquela estrutura servia aos poucos habitantes daquela época. Este prédio demonstra que nós estamos preparados e nos dá o instrumento para que possamos atender à demanda desses 3 milhões de pessoas”, enfatiza Rony Augusto Silva Faria.

Embora conhecido pelas necropsias, a maior parte do trabalho do IML envolve exames em pessoas vivas, totalizando entre 50 mil e 55 mil por ano, frente a cerca de 2 mil necropsias. O instituto conta com uma equipe multidisciplinar de 11 carreiras diferentes, reforçando a importância da prova pericial técnica no sistema de justiça.