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UPA do Riacho Fundo II completa quatro anos com média de 4 mil atendimentos por mês

Unidade ampliou equipe médica fixa e se tornou referência para moradores de várias regiões do DF, com atendimento rápido e humanizado

Quatro anos após a inauguração, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II contabiliza, em média, 140 atendimentos diários, somando cerca de 4 mil por mês. A unidade atende não apenas moradores da própria região, mas também pacientes de cidades vizinhas, como Samambaia e Riacho Fundo. Por estar situada entre UPAs de porte semelhante, como as do Recanto das Emas e do Núcleo Bandeirante, que frequentemente operam acima da capacidade, muitos pacientes encontram no Riacho Fundo II uma alternativa com atendimento mais ágil e eficiente.

De acordo com a gerente da unidade, Carolina Gomes, um dos principais avanços do último ano foi a formação de uma equipe médica fixa, o que garante maior continuidade no cuidado aos pacientes. “Isso facilita o desfecho clínico e acelera o tempo de alta”, explica. Ela também destaca a localização estratégica da UPA, inserida dentro da área urbana e cercada por condomínios e residências, o que aproxima o serviço da comunidade.

“A unidade funciona 24 horas e conta com equipe médica ininterrupta, permitindo acesso rápido e descomplicado ao atendimento. Isso também ajuda a reduzir a pressão sobre os hospitais, já que muitos casos podem ser resolvidos diretamente aqui”, acrescenta Carolina.

Estrutura e equipe

A UPA do Riacho Fundo II possui 220 servidores, entre profissionais celetistas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e terceirizados. Inaugurada em novembro de 2021, a unidade integra o conjunto de quatro UPAs abertas durante a gestão do governador Ibaneis Rocha, ao lado das unidades de Ceilândia, Paranoá e Gama.

Assim como as demais, a UPA foi equipada para realizar exames laboratoriais de urgência, eletrocardiograma e raio-X. Embora esses recursos não sejam obrigatórios segundo as normas do Ministério da Saúde, o Iges-DF optou por disponibilizá-los para ampliar a resolutividade do atendimento.

Segundo a coordenadora multidisciplinar da unidade, Márcia Juliana de Andrade, essa estrutura permite dar continuidade ao cuidado, realizar regulações e, quando necessário, encaminhar pacientes para outras unidades de saúde. “Com essa organização, o atendimento pode ser comparado ao de uma unidade particular. O paciente tem aqui todo o suporte necessário”, afirma.

Quando algum exame não é feito na própria UPA, o Hospital de Santa Maria atua como referência. As amostras são transportadas pelo serviço do Iges-DF, e o paciente aguarda o resultado para que o médico finalize o diagnóstico.

Agilidade nos exames

Um dos diferenciais da unidade é a rapidez na liberação de exames. Embora o prazo padrão seja de até duas horas, muitos resultados ficam prontos em cerca de 40 minutos. Recentemente, foi implantado um painel eletrônico que avisa o paciente assim que o exame está disponível, tornando o fluxo ainda mais ágil.

Atendimento humanizado

A UPA do Riacho Fundo II atende casos de urgência e emergência em clínica médica, como pressão alta, febre elevada, sintomas respiratórios, desmaios, convulsões, diarreia aguda, infecção urinária, dor abdominal moderada a intensa, além de complicações cardiológicas e neurológicas, como infarto e AVC.

A médica Camila Negreiro explica que a unidade é voltada para situações que exigem cuidado imediato. “Aqui recebemos casos de urgência e emergência. Quando o paciente apresenta uma complicação que precisa de atendimento rápido, deve procurar a UPA. Situações que exigem acompanhamento contínuo são direcionadas para a unidade básica de saúde”, orienta.

A paciente Anna Carla Lira, de 38 anos, conta que procurou a UPA após dificuldades para conseguir atendimento na rede privada. “Eu estava com anemia e ferritina baixa. Meu plano de saúde negou o tratamento por um mês. Aqui, no primeiro dia, já fui atendida e agora estou na segunda dose da medicação”, relata.

Ela elogia o serviço e diz que mudou sua visão sobre a rede pública. “O atendimento é muito bom, todos tratam a gente muito bem. O ambiente é espaçoso, limpo, organizado e até a área de medicação tem vista para o verde, o que deixa a gente mais tranquila”, afirma.

O motorista Anderson Soltu, de 48 anos, também aprovou o atendimento ao levar a mãe à unidade. “Eu costumava levá-la ao Núcleo Bandeirante, mas lá estava muito cheio. Aqui foi ótimo. Em pouco mais de uma hora ela já tinha sido atendida”, conta. Segundo ele, a experiência mudou sua rotina: “Agora, sempre que precisar, vou trazê-la aqui”.

Além disso, a UPA conta com suporte da rede por meio de teleconsultas com especialistas em áreas como psiquiatria, hematologia, nefrologia, cirurgia vascular e endocrinologia, o que contribui para um atendimento mais completo e resolutivo.