A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passou a utilizar drones como ferramenta de apoio no enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. A tecnologia permite identificar áreas mais vulneráveis, mapear possíveis focos do mosquito e agir de forma mais precisa no tratamento de criadouros.
Os equipamentos sobrevoam regiões que historicamente registram maior número de casos e capturam milhares de imagens em alta resolução. Essas fotos são reunidas em um grande panorama digital, conhecido como ortofoto, que ajuda a localizar recipientes com acúmulo de água e outros pontos com potencial para se tornarem criadouros.
Duas funções principais dos drones
Os drones atuam em duas frentes no combate ao mosquito:
- Mapeamento aéreo:
A partir das imagens coletadas, o sistema identifica locais propícios à proliferação do Aedes aegypti, como caixas d’água destampadas, lajes, calhas e outros recipientes que acumulam água. - Tratamento de criadouros de difícil acesso:
Em áreas onde agentes não conseguem chegar facilmente, os drones aplicam larvicida diretamente nos recipientes com água parada. O produto é transportado em cápsulas solúveis em água, liberadas conforme o volume do reservatório.
Uso estratégico das informações
As imagens geradas são encaminhadas às equipes de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF. Com esses dados, os técnicos elaboram um plano de ação para direcionar as visitas e intervenções aos pontos considerados mais críticos.
Onde a tecnologia é aplicada
O uso dos drones segue critérios técnicos, como:
- incidência de casos de dengue, zika e chikungunya;
- índice de infestação do mosquito na região;
- dados do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti);
- quantidade de ovos coletados em armadilhas ovitrampas.
Por enquanto, a tecnologia é utilizada de forma pontual, priorizando áreas com maior risco epidemiológico.
Quem pode solicitar o serviço?
Os drones fazem parte de um planejamento interno da Vigilância Ambiental em Saúde. O uso é definido por uma equipe técnica formada por biólogos, que avalia onde a ferramenta terá maior impacto no controle do mosquito.
Outras ações contra a dengue
Além do uso de drones, a SES-DF vem adotando outras estratégias, como:
- instalação de estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) em residências;
- soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão de dengue, zika e chikungunya;
- ampliação do número de ovitrampas, armadilhas usadas para monitorar a presença do Aedes aegypti.
As medidas fazem parte de um conjunto de ações para reduzir a proliferação do mosquito e proteger a população contra as arboviroses.

