O Governo do Distrito Federal deu início ao processo para viabilizar a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando Taguatinga a Ceilândia. A medida prevê a contratação de estudos técnicos e anteprojetos de engenharia que irão avaliar a viabilidade do novo modal de transporte público.
O traçado em análise terá cerca de 15,8 quilômetros de extensão, passando por importantes corredores viários da região, como o Pistão Sul, o Pistão Norte e a Avenida Hélio Prates. Nesta etapa inicial, o investimento estimado é de R$ 7,2 milhões.
A autorização para a contratação dos estudos foi formalizada nesta quinta-feira (15) pela governadora em exercício, Celina Leão. Segundo o GDF, os trabalhos terão prazo máximo de 12 meses e irão embasar as decisões sobre a implantação definitiva do sistema.
Os serviços incluem o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e a elaboração dos anteprojetos de engenharia. O objetivo é avaliar aspectos como demanda de passageiros, custos de implantação, impactos urbanos e ambientais, além dos benefícios sociais e econômicos para a população.
De acordo com o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o projeto faz parte de um processo de requalificação urbana das duas cidades. A proposta é oferecer um transporte público mais moderno, acessível e confortável, contribuindo diretamente para a melhoria da mobilidade e da qualidade de vida dos moradores.
Caso os estudos confirmem a viabilidade do VLT, a empresa vencedora da licitação poderá ser contratada para desenvolver os projetos básico e executivo. Essa fase incluirá o detalhamento de estações, terminais, centro de manutenção, sistemas operacionais e material rodante.
O edital da concorrência foi disponibilizado no dia 13 de janeiro, com recebimento das propostas iniciado na mesma data. A abertura está prevista para 9 de março, por meio da plataforma oficial de compras do governo federal.
A expectativa da população é positiva. Moradores da região veem no VLT uma alternativa para reduzir o tempo de deslocamento, diminuir o impacto do trânsito e ampliar as opções de integração com outros modais, como o metrô, especialmente para quem se desloca diariamente entre Taguatinga e Ceilândia.

