As férias escolares costumam ser um período de descanso, lazer e convivência em família, mas também exigem atenção redobrada quando o assunto é a segurança das crianças. A mudança na rotina, o aumento do tempo em casa, as viagens e as atividades ao ar livre ampliam a exposição a situações de risco e elevam o número de acidentes infantis.
Profissionais de saúde do Distrito Federal alertam que a supervisão constante é a principal forma de prevenção, especialmente durante as férias, quando os pequenos circulam mais por ambientes variados e, muitas vezes, pouco adaptados. Quedas, queimaduras, engasgos, intoxicações por medicamentos ou produtos de limpeza e afogamentos estão entre as ocorrências mais registradas nos atendimentos de emergência.
De acordo com especialistas, muitos acidentes acontecem dentro de casa, sobretudo com bebês e crianças em idade pré-escolar. A sensação de que o ambiente doméstico é totalmente seguro pode levar a momentos de descuido, suficientes para que situações graves ocorram em poucos segundos.
O período de férias reúne fatores que aumentam o risco, como viagens, permanência em casas de parentes, sítios, clubes e hotéis, além da maior circulação de pessoas. Piscinas, rios, praias, banheiras e até recipientes com água exigem vigilância permanente. Locais não adaptados para crianças também favorecem quedas, enquanto churrasqueiras, fogos de artifício e líquidos quentes elevam o risco de queimaduras.
Outro ponto de atenção é a chamada supervisão compartilhada, comum em encontros familiares. Quando todos acreditam que outra pessoa está cuidando da criança, a vigilância efetiva acaba falhando, o que pode resultar em acidentes.
Nas unidades de emergência, os atendimentos mais frequentes envolvem quedas com fraturas ou contusões, queimaduras e ingestão acidental de substâncias tóxicas. Em feriados prolongados e férias, há aumento dos casos mais graves, especialmente afogamentos e intoxicações, que podem causar sequelas permanentes ou levar à morte.
Dados do Ministério da Saúde indicam que acidentes domésticos continuam sendo uma das principais causas de óbitos acidentais na infância, com destaque para afogamentos e sufocamentos.
Prevenção é fundamental
A prevenção passa principalmente pela supervisão ativa e pela adaptação dos ambientes. Entre as medidas recomendadas estão a instalação de redes e grades de proteção, o armazenamento correto de medicamentos e produtos de limpeza, a proteção de tomadas e o cuidado constante em locais com água, sem deixar a criança sozinha em nenhuma circunstância.
Também é importante regular a temperatura da água do banho e manter atenção redobrada durante atividades recreativas.
Como agir em emergências
Em caso de acidente grave, a orientação é retirar a criança da situação de risco, sempre que for seguro, e acionar imediatamente os serviços de emergência pelo 192 (Samu) ou 193 (Corpo de Bombeiros). Quando possível, devem ser iniciados os primeiros socorros até a chegada do atendimento especializado.
Mesmo que a criança pareça bem após situações como afogamento ou ingestão de substâncias, a avaliação médica é indispensável, pois complicações podem surgir horas depois.

