Pacientes diagnosticados com Doença de Parkinson contam com atendimento especializado no Hospital de Base do Distrito Federal, referência no acompanhamento da condição na rede pública. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, atende em média 30 pessoas por semana com esse tipo de demanda.
A doença é caracterizada pela degeneração de neurônios e afeta principalmente os movimentos do corpo, provocando sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, milhões de pessoas convivem com o Parkinson em todo o mundo, sendo mais comum a partir dos 60 anos.
Antes mesmo dos sinais motores aparecerem, alguns indícios podem surgir, como perda do olfato, constipação frequente, alterações no sono e até sintomas depressivos. Ainda assim, o diagnóstico costuma ocorrer quando as dificuldades motoras se tornam mais evidentes no dia a dia, muitas vezes percebidas por familiares.
Um dos pacientes acompanhados pelo hospital relata que, após iniciar o tratamento especializado, conseguiu maior controle dos sintomas e melhora na qualidade de vida. Embora a doença não tenha cura, o tratamento adequado ajuda a reduzir seus impactos.
O acompanhamento envolve não apenas o uso de medicamentos, mas também atividades complementares, como fisioterapia, fonoaudiologia e exercícios voltados ao equilíbrio e à mobilidade. Especialistas reforçam que iniciar o tratamento o quanto antes faz diferença significativa na rotina dos pacientes.
Neste 11 de abril, data marcada pelo Dia Mundial de Conscientização sobre o Parkinson, profissionais de saúde destacam a importância de reconhecer os sinais iniciais e buscar atendimento. Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e, se necessário, encaminhamento para atendimento especializado.

